fotografia

Quando criança, sonhava em ser fotojornalista,  sair pelo mundo a registrar tudo o que o olho poderia capturar, da morte na guerra até a vida que nasce em momentos de esplendor.

A fotografia é a tentativa de capturar um afeto, um instante de alegria ou tristeza. O que interessa é chegar perto de guardar movimentos vividos. Foi através da fotografia que descobri as relações entre os corpos, anímicos, humanos, orgânicos ou inorgânicos, os encontros e desencontros, a amplidão da luz, os contrastes da vida.

A performance me levou a pensar as composições do meu trabalho com a fotografia, a relação direta com a fotografia ou com o frame, onde cada imagem se torna um diálogo entre corpo, tempo e luz.

outro-eu

moradas Abertas | visitas em Atelies (lilian Soarez)

roda | 2017

série medusa | autoretrato 2015

São Paulo | Julho de 2008

São Paulo | Julho de 2008

projeto segura

O QUE

2023

DERRETE?

É uma brincadeira-intervenção com gelo em formatos geométricos e letras coloridas. A ideia dessa intervenção é perceber, junto com as crianças, a duração daquilo que é efêmero. Criar palavras para derreter, palavras que gostamos ou palavras que queremos ver derreter.

A partir dessas perguntas, instaura-se a brincadeira e uma conversa entre os participantes: O que dissolve, ou o que está derretendo? Que palavras queremos derreter, ou letras que se acabam com o calor cada vez mais intenso? Quanto tempo levará para ver as formas desaparecem?

CURA

2020

As mulheres e as crianças são as primeiras que desistem de afundar navios.
Ana Cristina Cesar.

“Cura” é uma videodança que faz parte de uma investigação entre vídeo e artes do corpo, buscando a integração do corpo com a natureza. A obra explora a dança na paisagem e o corpo como uma potencial paisagem, criando na tela um espaço de descanso para o público observar a transformação do corpo urbano em uma paisagem natural. O roteiro é inspirado nas obras “Água Viva” de Clarice Lispector e “Cura” é também livremente inspirado em “Cartilha da Cura” de Ana Cristina Cesar.

Ficha técnica:
Concepção, Edição, Direção e Performance: Rita Cavassana
Câmeras e fotografia: Agah Precária e Mariana Cunha
Trilha: Raiany Sinara

Carta de

2020

Clarice para Janaína

Uma homenagem ao mar, a Clarice Lispector, uma saudação a yemanjá, o vídeo segue o fluxo das águas é um poema videográfico sobre o deleite do corpo feminino que bóia e segue o fluxo da água .Seu processo foi realizado na cidade de Natal e gravado na cidade de Nísia Floresta nos arrecifes da praia de Barra de Tabatinga.

Ficha técnica:
Performance e edição : Rita Cavassana
Câmeras: Agah Precária e Mariana Cunha.

PARA NÃO

2020

ESQUECE

Vídeo experimental  sobre as transformações da cidade e dos corpos ausentes na cidade onde nasci.

Realizado com recursos da Lei Aldir Blanc do município de Suzano/2020.

MARECIFE

2019

Marecife é uma instalação coreográfica que convida o participante a interagir em uma aventura ao reconstruir, junto à performer, as formas e dimensões dos seres que habitam os oceanos. A partir de uma cortina penetrável – uma cortina-bolsa em formato de U – as crianças adentram o fundo do mar, uma paisagem que pode transformar-se em uma barriga de baleia ou em mares nunca navegados. A ação pretende mostrar a riqueza e a importância de cuidar desse ambiente.
O pensamento coreográfico para a composição de “Marecife” iniciou-se em contato com as crianças durante oficinas ministradas ao longo do ano de 2018. Com exercícios de composição do corpo em movimento, que se relacionavam com imagens de diversas paisagens projetadas na parede e depois intervenções com desenhos em folhas transparentes, a instalação foi ganhando forma para criar um ambiente convidativo, com cheiros e um tapete com texturas, permitindo que a criança crie uma experiência compartilhada com a performer e as outras crianças na instalação, ativando os cinco sentidos.

Ficha técnica:
Performer e Concepção coreográfica: Rita Cavassana
Videoartista: Vicente Martos
Duração: 40 minutos

LÂMINA

2019

A instalação de parede Lâmina é também uma performance sobre as violências de corpos femininos, que como o meu sentem medo ao andar a noite nas ruas das cidades do Brasil, ou do mundo, corpos que são território de resistência.
Os índices de feminicídio sobem, no noticiário a atenção volta-se para denunciar os casos? Há realmente alguma preocupação com a morte de mulheres lésbicas, transexuais e mulheres mortas por seus companheiros, casos absurdos de corpo que somem, corpos despedaçados, corpos violados, pois a cultura do estupro ganha espaço na mídia especulativa que coloca em dúvida denúncias de abusos sexuais e a legitimidade da fala dos corpos femininos, que continuamente são explorados como objetos.

Neste momento no Brasil muitas políticas públicas estão ameaçadas, como as relacionadas às questões de gênero e a saúde da mulher; questionadas por políticos que distorcem as relações da palavra gênero, a favor de ideais obscuros que atingem a liberdade de identidade dos corpos femininos, colocando ainda mais em risco estes corpos.
Como artista feminista me posiciono frente a essa máquina de destruição instalada em nossa política, que vem devastando leis já conquistadas, profere discursos cheios de equívocos, reforça a cultura do patriarcado, esse governo que dedica a agradar o poder do colonizador, nos coloca no fio da lâmina, com nossos pescoços em risco, correndo perigo de engolir a morte, espalha o veneno do ferro das lâminas em nossos rios, corta com a Lâmina nossas riquezas verdes e nossa cultura de origem, por onde passa o este desgoverno instaurado no Brasil coloca por um fio nossas vidas.

Informação técnica:
Instalação de Paredes
7 fotos formato de 15 cm por 21com
1 video de duração 2:45m

CAÇA PALAVRAS

2018

“Caça Palavras” é um acontecimento que parte do nome das crianças e participantes para instaurar um jogo de formar palavras. Ao escrever letras e sílabas de seus nomes no corpo, os participantes vão formando novas palavras e, lentamente, vamos escrevendo com giz de lousa no espaço, construindo um mapa, uma cartografia de um emaranhado de palavras e letras que existem e que também podem ser inventadas.

A investigação coreográfica desse dispositivo aciona relações com o espaço por meio do corpo e da palavra. Trata da questão do letramento e da descoberta do poder da palavra nas infâncias, começando com a afirmação do nome, para depois compor com outras letras e sílabas que podem até mesmo criar novas palavras. A poética se vale de um corpo brincante com as letras, pois mais do que saber escrever, viver a palavra em contato com a fala de livre associação é o que “Caça Palavras” permite: criar outras e diversas expressões com o corpo.

Ficha técnica:
Performer e Concepção coreográfica: Rita Cavassana
Duração: 40 minutos

PeneirAreia

2017

É um dispositivo que propõe instaurar no espaço público a partilha entre crianças, através do gesto de peneirar e colorir areia, intervindo na paisagem local para criar esculturas e desenhos efêmeros. O processo criativo se estrutura no conceito de “Work in Process” e dos “Performance Studie” para compreender o brincar como uma performance. Assim, o diálogo e a construção são criados no momento da ação.

A performance foi criada para a pesquisa de campo da dissertação “Performances Desobedientes Compartilhadas com Crianças: Diário do Professor Performance” no departamento de artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sob a orientação da Professora Dra. Naira Ciotti, ocorreu com crianças na Vila de Ponta Negra e no bairro de Mãe Luiza na cidade de Natal/RN.

A revolução será

2015 | 2017 | 2019

feita por beijos

“A revolução será feita por beijos” é uma performance de longa duração que coleciona marcas de beijo em papel e troca essas marcas. A proposta é apresentar o beijo e o formato da boca como uma marca de identidade, em vez do polegar. O beijo, como evolução do humano, é uma forma de mostrar afeto. Em vez do polegar opositor como vantagem evolutiva, é nossa capacidade de dar e receber afeto, de sermos afetados pelo outro, que pode provocar uma re-evolução nos seres bípedes que criam e inventam mundos e são chamados de humanos.

A ação busca aproximar lugares e pessoas, por meio de ações visuais e presenciais, trazendo a questão de gênero e identidade para que, junto ao espectador na intervenção, possamos criar a ficção de uma nova identidade a partir de marcas de beijos. Para tanto, o projeto se dedica à produção e troca de arte postal e lambes produzidos a partir das marcas. Nestes anos, a ação já conectou cerca de 30 pessoas com arte postal em diferentes países.

O projeto participou da Mostra Xoque em 2015, na cidade de Florianópolis. Em 2017, fez parte da programação de Presença Permeável na Praça das Artes em São Paulo. Em 2019, fez parte do evento Flash Performance na Associação Zona Franca em Lisboa.

desata

2017

A vídeo instalação Desata é um pequeno altar, um corpo instalado em estado meditativo, a reza do corpo feminino, na qual há antigos pensamentos ancestrais, um emaranhado de pensamentos, o desatar das linhas é um gesto de prece que tece o seu ori, palavra yorubá que tem significado literal a palavra cabeça. É ela o ponto mais alto do corpo humano.

Ficha técnica:
Performance e Edição: Rita Cavassana
Duração: 15:07
Vídeo em formato 4:3

Desmancha

2014 | 2015 | 2016 | 2018

Ao me deparar com vestidos que pertenciam à minha mãe e com eventos que marcaram minha biografia, comecei a desenhar a performance. A violência contra a mulher e o silenciamento de figuras femininas importantes na construção da política são os elementos que impulsionam a performance e seu encontro com o público.
É um dispositivo de atualização de corpos femininos e memória; um work in progress estruturado a partir de acontecimentos políticos e sociais atuais, como mulheres mortas por seus companheiros, o impeachment de uma presidenta ou a morte de uma vereadora carioca. A ação de tirar vestidos sem o uso das mãos e marcar o espaço com tinta é reprogramada à medida que interage com a realidade.

A performance participou em 2014 do 2º Encontro Femininas na cidade de Córdoba/Argentina, em 2015 na Mostra Xoke da Casa Vermelha em Florianópolis, e no mesmo ano fez parte da exposição virtual Soy Mujer. Soy Latino Americana. Em 2016, participou do Festival La Plataformance. Em 2018, a performance esteve na Mostra de Performance que fez parte da Exposição Corpos Possíveis na Bolide 1050 na cidade de Natal.

Virginia

2014

“Uma paixão tão completamente centrada em si recusa o resto do mundo tal como a água límpida e calma filtra todas as matérias estranhas.” V.Wolf

Esta videodança tem como ponto de partida o conto “Vestido Novo” de Virginia Woolf. O pensamento coreográfico para o vídeo surge da investigação de tensionar e torcer as imagens do corpo, criando ambientes difusos e camadas de imagens para forjar uma nova relação entre corpos que se encontram e desencontram. Uma dessas camadas é o vestido, que representa desconforto e horror, como narrado no conto de Virginia Woolf.
Outra composição importante é a edição do som, que inclui a narração de escritos das intérpretes, transformando a escrita e a poesia em som para uma dança, propondo que: “A mulher loba desfila calma em seu caminho, persegue seu destino sem saber, dança o seu caos sob a água calma.”

Ficha Técnica:

Direção e Coreografia:  Rita Cavassana
Performance: Isabela Santana,Larissa Pretti e Rita Cavassana
Fotografia: Isabela Santana e Rita Tatiana Cavassana
Supervisão de Montagem: Cristina Amaral
Montagem e Edição de som e Mixagem : Victor Cherpinski e Eduardo Liron
Montagem Adicional: Érika Kogui
São Paulo, 2013/2014.
Vídeo realizado na residência Pontos.Mis no MIS-SP (museu da imagem e do som)

Mulheres

2014

vítimas da ditadura

A intervenção é uma provocação para ativar a memória e as relações entre a cidade e sua história política. Ela aconteceu duas vezes, em 2014 e 2016, sempre no dia 31 de março, marcado como o dia do Golpe Militar de 1964.

Em 2014, a ação marcou a parede com stencil de três mulheres vítimas da ditadura e deixou no asfalto uma mancha vermelha feita com 10 litros de tinta, próximo ao quartel militar da Lapa, em São Paulo. A ação contou com a parceria do Conexão Zat.

Em 2016, a intervenção foi realizada com lambes espalhados pela cidade. Eles apresentavam um QR Code que permitia a interação de quem passava, oferecendo informações sobre três mulheres importantes na história de resistência do país.

acesso

2013

Vídeodança realizado nas dependências do SESC Santana, parte integrante da intervenção coreográfica “Acesso”.

Ficha técnica:
Coreografia e Edição: Rita Cavassana
Criadores intérpretes: Melany Kern, Rita Cavassana e Talma Salem
Câmera e fotografia: Mica Wernicke e Ricardo Vicenzo.
Duração: 8:43 min

Acesso ou obra

2011 | 2012

de domínio público

“a visualidade da cidade está nas formas que a constroem , a visibilidade está na possibilidade do sujeito debruçar-se sobre a cidade”
Lucrecia Ferrara.

“Acesso ou Obra de Domínio Público” é uma coreografia site-specific, concebida para o prédio do Centro Cultural São Paulo (CCSP). A intervenção é realizada nas entradas, vias de acesso e ruas próximas ao CCSP, ou em prédios relacionados com a arte, como centros culturais, museus, bibliotecas ou mesmo a porta de entrada de teatros. Este projeto foi redesenhado como coreografia para o SESC Santana, uma organização e centro de atividades culturais situado na zona norte de São Paulo.
A intervenção busca acessar lugares e realidades opostas e complementares, espaços que recebem o público e abrigam artistas. É um diálogo de troca e fluxo de ideias sobre como ocupar espaços de arte. A intervenção estabelece uma troca direta com o espectador, trazendo à tona a vida interna e a possibilidade de acesso a esses espaços públicos.
“Acesso ou Obra de Domínio Público” foi concebida no contexto do edital Novos Coreógrafos: Site-Specific do Centro Cultural São Paulo em 2011.

Ficha técnica:
Concepção e Coreografia: Rita Cavassana
Criadores interpretes: Melany Kern, Rita Cavassana e Talma Salem
Duração da intervenção: 40 minutos

Escola

de meninas

2010

Escola de Meninas propõe uma composição coreográfica a partir da memória do ambiente em que foi gravado: uma escola na vila operária do inicio do século XX da cidade de São Paulo.
Realização: Danilo Dilettoso e Rita Tatiana Cavassana
Edição e câmera: Danilo Dilettoso
Performance e movimento: Rita Tatiana Cavassana
Vila Maria Zélia,
São Paulo, 2010

Participou dos seguintes Festivais:
Festival Internacional Videodanza –Napoli-Itália/ 2010
Festival de Valparaiso no Chile/ 2010,
Festival de videodanza de Buenos Aires/2010
Mostra de videodança do Festival Dança em foco/2011.

A Mulher e o

2017

Fim do Mundo

videoarte |17’03” | vídeo, cor, stereo | 16:9 | 2017

Nove mulheres se reúnem no Rio Grande do Norte para desenvolver proposições artísticas que questionam o espaço ocupado pela mulher na sociedade, a escrita feminina, o feminicídio, a amamentação, a menstruação, a conexão com o corpo e o espaço da casa. Dessa imersão resulta o vídeo A mulher e o fim do mundo, uma experiência artística de coletividade, produção feminina e experimentação.

Carta a

2015

Renato Cohen

Cartas a Renato Cohen é uma reflexão sobre a ausência e as possíveis significações que ela pode gerar entre corpos. Uma das ideias que norteiam este trabalho é a busca de uma desprogramação espacial através da performance. A dramaturgia do trabalho dedica-se a pensar o legado de Renato Cohen, importante estudioso e artista da performance, e tem como principal alicerce o seu livro Performance Como Linguagem. A concepção e direção deste trabalho é da professora-performer Naira Ciotti.
Ficha técnica: performance com Naira Ciotti, Rita Cavassana, Vicente Martos, Sylvio Eckman, Michael Nicássio e Kako Guirado.
Projeto realizado com apoio da Secretaria de Estado de Cultura através do Programa de Ação Cultural – PROAC Artes Integradas 2014.
Fotos: Paulo Pereira

Devaneios

2013

para arar a terra

Partimos do arquétipo do Touro para investigar a relação com a terra.
Intervenção de dança criada por Talma Salem, Rita Tatiana Cavassana e o grupo argentino ø+YN de música experimental (Gustavo Valerga y Matías Zanotto.
Performance realizada no Sesc Santana -SP em Outubro de 2013.

Movimentos

2012

para Embarcar

Em uma sala de embarque-espera, um homem e uma mulher tentam se fazer ouvir e se comunicar. Qual o nosso grito de socorro? Ele ainda é necessário? Onde o eco do grito de socorro se perdeu?A Peça discute o quanto um desejo legítimo de contravenção esbarra nos primeiros portões de embarque: morais, sociais, familiares, ou melhor que tudo isso, esbarra nos portões do conforto. É nessa tentativa de agir e no recuo por uma “preguiça” que o jogo cênico acontece.

Este projeto foi realizado pelo Coletivo Intrasitto e contemplado pelo Proac Primeiras Obras 2011. A peça fez uma temporada no Espaço Pindorama em São Paulo e circulou pelas cidades de :Diadema, Guarulhos, Sorocaba e Mogi das cruzes.

Ficha técnica:
Direção: Rita Cavassana
Coordenação de dramaturgia: Marcio Castro
Elenco: Glauber Pereira e Luanah Cruz
Figurino: Marília Del Vecchio
Iluminação: Osvaldo Gazotti
Cenografia: Lucas Luciano
Trilha Sonora: Danilo Dilettoso
Produção: Luanah Cruz e Rita Cavassana

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